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Este espaço pretende contar a história do Refúgio no Xisto, um antigo palheiro reconvertido em casa de férias, na aldeia do xisto do Candal - Serra da Lousã


Quando me apaixonei por este palheiro, sem dúvida que a ideia passava por alargar a construção já existente. O palheiro era demasiado pequeno para todas as ideias que tinha em mente. Mas mante-lo foi sempre uma prioridade.

Este foi um dos esboços daquilo que tinha em mente.

Cedo percebi que fazer obras numa casa destas é muito difícil. A inclinação do terreno, a distância da estrada ao palheiro, os acessos, mostram que não é tarefa fácil. Mesmo assim a ideia prossegue!

As primeiras tarefas foram a limpeza da mata, o refúgio estava completamente dominado pela natureza! E foi isso que me apaixonou! A magia de uma casa “perdida no tempo”.

Estas foram as primeiras imagens do que iria ser o "Refúgio”!

 

O edifício branco é a antiga escola primária da aldeia, actualmente desactivada como tal, mas funciona como sede da associação de moradores.

 

Foi impossível, não ficar completamente apaixonada por este espaço!

 

 

 

Depois do corte de algumas árvores, foi possível ver a luz entrar de novo neste palheiro! Foi bom perceber que afinal tínhamos uma vista linda para as montanhas!

 

Foram fins-de-semana intensos e cheios de trabalho. Para quem nunca tinha pegado numa pá, depressa me habituei ao seu peso e dureza.

Foi uma tarefa familiar, desde o início que pude contar com o apoio dos meus pais, entenda-se “mão-de-obra”. O meu pai, foi o mestre-de-obras, canalizador, electricista, foi arquitecto, engenheiro, jardineiro e até capataz. A minha mãe, essa tal como eu era servente (carrega os materiais até ao mestre), cozinheira e “consultora” de decoração.

Houve alturas em que podemos contar com ajuda de alguns técnicos, principalmente para a colocação do telhado.

 

Onde existia uma enorme rocha, conseguimos fazer uma (mini) casa de banho e uma escada em caracol. Apesar do espaço, tem o essencial, lava mãos, sanita, base duche e cilindro para aquecimento das águas.

A escada em caracol, foi construída pelo meu pai, no local, porque os degraus assentam na pedra que lá existia. Ligando assim os dois andares, antes independentes.

 

 

 

Foram fins-de-semana familiares, sempre em género de "picnic", pois não tínhamos condições para preparar as refeições.

Assim, se passaram os fins-de-semana da Família Padilha, durante 3 anos.

 

Sim, 3 longos anos, é verdade, mas não imaginam as coisas que nós fizemos! Olhando para traz, vejo que até fomos bastante rápidos. O palheiro não tinha canalização, não tinha saneamento, não tinha electricidade.

 

“era uma casa muito engraçada, tinha tecto, mas não tinha mais nada!"

 

 

 

 

 

Não posso deixar de ficar orgulhosa com o resultado que conseguimos! apesar de continuar a ver coisas por fazer e por melhorar.

E também não posso deixar de agradecer aos meus pais, toda a boa vontade, toda a dedicação, empenho, toda a força, mesmo quando pensei desistir.

 

Sem dúvida que todos crescemos e aprendemos e sem dúvida que estamos mais ricos!

 

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